Sou um procrastinador?

Depois do meu último post, recebi uma série de mensagens e e-mails de pessoas ora se identificando com o perfil descrito, ora apontando outros problemas que não se encaixavam muito bem no que haviam lido. Sendo assim, achei conveniente fazer uma pequena pausa para repensarmos: é a procrastinação o  real problema? ?

Optar por fazer alguma atividade um outro horário, ou mesmo em cima da hora, sem que isso prejudique seu desempenho, seu estado emocional, muito menos impeça que você cumpra com o que se comprometeu não é procrastinação: é controle sobre a própria agenda. E toda agenda deve conseguir lidar com imprevistos e mudanças. Se esse for o seu caso, esses posts não são para você.

Um outro perfil comum é da pessoa que não procrastina, que se mantém ocupada, aliás, se mantém tão ocupada o dia inteiro com tantas coisas diferentes que ao final do expediente questiona o que de fato produziu. Nesse aspecto, ter um dia ocupado é bem diferente de ter um dia produtivo. Geralmente a dificuldade aqui está em estabelecer prioridades e organizar melhor o tempo, não é uma questão de procrastinação.

A procrastinação aqui abordada refere-se a um comportamento repetitivo, padronizado, de se esquivar do que precisa ser feito, e como resultado a pessoa se torna menos produtiva, não consegue colocar suas metas em dia, e consequentemente a sua qualidade de vida acaba decaindo.

No livreto “Caderno de exercícios para aumentar a auto estima”,  Rosette Poletti e Barbara Dobb dão várias dicas para desenvolver a auto estima. Um dos pontos interessantes é a relação que elas fazem do processo de procrastinação com um rebaixamento da auto estima (quanto menos eu faço pior eu me sinto, quanto pior eu me sinto, menos eu faço). Para ajudar o leitor a identificar se ele é ou não um procrastinador, elas oferecem um pequeno “teste” que avalia se você tem ou não tendências para deixar para amanhã o que você deveria ter feito mês passado.

Vou compartilhar o teste com vocês. Assinalem (mentalmente) a alternativa que melhor corresponde com o que você sente ou faz. Depois somem os pontos, usando como referência: Nem um pouco = 0 / Às vezes = 1 / Com moderação = 2 / Muito = 3.

Vamos lá?

1) Com frequência penso comigo mesmo(a) que só vou fazer tal coisa quando tiver vontade.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

2) Irrito-me quando as coisas se mostram difíceis.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

3) Adio os prazos quando não estou com vontade de trabalhar.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

4) Prefiro nada fazer a fracassar.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

5) Sou muito crítico(a) em relação a tudo o que faço.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

6) Nunco fico orgulhoso(a) dos meus resultados.

(   ) Nunca            (   ) Às vezes            (   ) Com frequência            (   ) Sempre

7) Temo não obter sucesso.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

8) Sinto-me culpado(a) quando penso em tudo o que deveria fazer!

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

10) Detesto as pessoas que tentam me controlar e me dizer o que devo fazer.

(   ) Nem um pouco            (   ) Às vezes            (   ) Com moderação            (   ) Muito

 

Mais de 18 pontos? Ganhou o título de procrastinador!

Mas não respire aliviado se você pontuou 17 pontos! Com certeza você deve apresentar dificuldades em cumprir com as atividades que são importantes para você.

Reparem como o teste não aborda apenas a questão da produtividade, mas suas crenças e ideias sobre processos e resultados.

Esse será o foco do próximo post!

Até lá!

Anúncios