Ok, o que faço agora com tanta emoção e pensamento??

Se construímos nosso universo de acordo com a nossa percepção;

e a nossa percepção é constituída por pensamentos (ou imagens, símbolos, lembranças);

que por sua vez são a forma como nossa mente atribui significado a tudo que nos acontece – dentro e fora;

podemos concluir que nosso universo é constituído pelos significados que nossa mente, até então, está dando de forma

                                                                               automática

                                                                  espontânea e

involuntária ……

ao que acontece ao nosso redor.

Disso decorre que não necessariamente possuímos uma mente……. muitas vezes é ela quem “nos possui”.

Nossas cognições divagam entre uma série de leis, conclusões e premissas muitas vezes errôneas, frutos de condicionamentos e aprendizagens de regras não escolhidas por nós… Mas nem nos damos conta desse processo e saímos por aí repetindo valores e conceitos que sequer questionamos.

Saber que é assim que nossa mente funciona e identificar o processo é a primeira parte para você começar a experimentar um pouco mais de autonomia sobre o seu mundo…….. e consequentemente, sobre o mundo ao seu redor.

Como fazer isso?

Comece anotando. Escreva. Coloque no papel, no tablet, no celular, no post-it, não importa. Torne visível esse componente invisível: seus processos mentais.

E depois avalie se os seus pensamentos estão – de fato – de acordo com o que você acredita e quer para si.

Anotar é um santo remédio: reduz a velocidade da avalanche de pensamentos negativos que muitas vezes invadem nossa mente, bota ordem no galinheiro, te possibilita uma análise muito mais eficaz do que apenas ficar elocubrando mentalmente. E o melhor: é menos cansativo. Pensar demais cansa. Pesa. Desanima.

Teste.

E, se quiser, me conta como foi.

(Agora eu tenho que ir pois está na hora de eu atualizar meu pequeno diário)

Ah!!

E feliz dia do psicólogo para todos nós!

Cinco toneladas de tristeza e uma falta de ar.

Pesada.

De todos os sentimentos não muito agradáveis, a tristeza se configura por ser a mais densa.

Puxa o corpo para baixo, deixando ombros caídos, lábios retraídos, postura cabisbaixa.

Aperto o peito. Mantém sua respiração lenta, como se arranhasse. Respiração doída.

Olhar vago, distante, geralmente fixo no passado. No que perdeu, no que deixou de viver, remoendo e revivendo em um filme mental o que considera como fracasso.

Fracasso.

Perda.

Esses são os principais temas da tristeza.

Cognitivamente falando, sempre que seus pensamentos são uma afirmação negativa a seu respeito (e/ou a respeito de algo que você considera/ama), você experienciará a tristeza.

E, uma vez triste, você tenderá a observar com maior ênfase os aspectos negativos, cinzas, desalinhados do seu ambiente, reforçando ainda mais essa sensação.

Se a emoção for demasiada intensa e rígida, é possível que você nem enxergue os aspectos positivos de uma situação. Ou então, não os considere.

Sabe aquela história de que o 10 não é mais do que a obrigação, mas um 6 é uma prova inquestionável de quão burro e incompetente você é? Isso é desconsiderar os aspectos positivos e maximizar os aspectos – até então – negativos. E tal forma de processar as informações alimenta, diariamente, essa emoção, tão poderosa quanto estática.

Estática pois te paralisa. Tira o seu  ânimo. Desmotivação: tira a sua ação, não te deixa agir.

Preguiça, desânimo, falta de vontade, todos são espectros da tristeza, mudando apenas em intensidade.

Repare que, quando você está com “preguiça” de fazer algo é porque algum pensamento negativo sobre esse algo invadiu sua mente.

Como, por exemplo: “ah, que preguiça de arrumar minha mesa, vou levar horas e vai ser muito chato!”

“Ah, não quero ir para o shopping, nunca acho vaga, é muito barulhento e monótono.” 

“Nossa, estou sem vontade nenhuma de fazer aquele relatório.. nem sei como começar, é difícil e nem vai ficar tão bom”.

O contrário também é válido: quando você está motivado/animado para fazer algo, é porque pensamentos positivos sobre esse algo permeiam sua mente.

Sendo assim, observe. Quando, “do nada”, você começa a ficar meio chateado, pra baixo, ou uma tristeza “sem motivo” invade você, alguma afirmação negativa está passando pela sua cabeça.

Descobrir esse pensamento e questionar quão válido ele é, ou até mesmo se não existe uma outra forma de pensar aquela situação é a melhor forma de se livrar da tristeza.

Muito mais eficiente que qualquer droga, comida, compra ou novela.

Vamos testar?