Mas………….e se?

E se não der certo?

E se ele não aceitar?

E se eu não conseguir?

E se eu levar um fora?

E se ele se decepcionar?

E se eu for assaltado?

E se ele perder o emprego?

E se eu não for bom o suficiente?

E se eu me atrasar?

E se o meu relatório ficar ruim?

E se meu competidor for mais forte?

E se a empresa descobrir que eu saio mais cedo?

E se não conseguir pagar as contas?

E se ele não me amar?

E se ele estiver me traindo?

E se ele estiver só me usando?

Será que vou perder o ônibus?

E se eu morrer?

E se eu não aprender isso direito?

Será que vou conseguir organizar tudo isso?

Será que estou fazendo a escolha certa?

E se ele morrer?

E se eu decepciona-los?

E se a doença for grave?

E se eu reprovar nessa matéria?

E se o tratamento não funcionar?

E se eu cair?

Será que eu dou conta?

E se for mentira?

E se….

                 se

                                    se…

 

Ansiedade: a arte de pensar que coisas ruins vão acontecer no futuro E que você não tem recursos para lidar com aquilo.

 

Ou seja, você percebe o perigo sendo muito maior …

…e se percebe muito menor do que de fato  é.

Bem vindos ao inferno emocional do medo.

Como sair disso?

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O que é o que é: Fobia Social

Se perguntarmos para as pessoas em geral o que é Fobia Social, talvez a resposta mais clara – e óbvia – seria “medo de pessoas” ou até mesmo “medo de um grupo maior de pessoas”.

Porém esse transtorno de ansiedade tem algumas características mais sutis e ao mesmo tempo mais intensas do que sentir “medo de pessoas”.

Para entender esse conjunto de sintomas, é importante, em uma primeira instância, compreender o significado de Fobia.

Fobia não é medo. Não é apreensão. É PAVOR. Um medo muito muito muito intenso e necessariamente desproporcional ao risco efetivo que determinado objeto ou situação oferece.

Ficar apavorado frente a uma arma colocada no seu rosto por um bandido não é caracterizado por fobia a ladrões (ou a violência), mas sim como uma reação psicofisiológica coerente com uma situação de risco imininte, “real”.

Ter a mesma reação frente a uma pena, uma agulha, um rato ou situações de exposição pessoal já caracterizaria melhor o que chamamos de fobia.

Outro fator que merece destaque é que, quando alguém apresenta fobia a X, qualquer menção sobre X já pode causar ansiedade e até mesmo desencadear um ataque de pânico no indivíduo, dependendo do grau fóbico que ele possui bem como a intensidade da apresentação do estímulo.

Falando em português claro: se eu tenho uma forte fobia a ratos, por exemplo, simplesmente ouvir alguém conversar sobre esse roedor já me causará um sério incômodo. Ver um desenho ou um filme sobre eles poderá me causar calafrios. Imaginar que existe algum rato na sala já me deixará apavorado, e – finalmente – me deparar com um rato de verdade poderá causar um desmaio.

Esse tipo de fobia que descrevi é o que chamamos de Fobia Específica: medo intenso e desproporcional a um objeto específico.

A Fobia Social é mais complexa – e sutil – pois refere-se ao pavor por situações que envolvam exposição pessoal e possibilidade de embaraço e constrangimento.

Ou seja: qualquer situação onde eu me coloco sob a avaliação de outras pessoas e/ou onde há uma análise do meu desempenho pode desencadear comportamentos e reações fóbicas.

Lembrando sempre que não é a situação que determina o que sentimos e o que fazemos, mas sim a forma como interpretamos a situação, definir quais situações são definidas como de alto risco varia muito entre os pacientes.

Há aqueles que só se sentem pressionados frente a estranhos, mas que com familiares ficam mais à vontade. Existem aqueles que pensam exatamente o contrário: se esquivam de se abrir, se mostrar frente a pessoas com quem possuem um maior contato e apreço mas não se incomodam muito frente a estranhos.

De qualquer forma, o que todos tem em comum é o pavor de se perceber sendo avaliado de forma perjorativa e não ter nenhum controle sobre o próprio comportamento, temendo uma reataliação social (rejeição, ser alvo de piadas ou críticas, etc).

Fobia Social, portanto, refere-se a situações de desempenho. Mas vejam: ter medo de apresentar um projeto para a sala, na faculdade ou em uma empresa, ficar todo vermelho e engasgar não é fobia, é muito medo. Deixar de se formar ou de conquistar uma vaga almejada na empresa por se negar a fazer a apresentação pode sim ser um sintoma de fobia. Ou então, em casos menos extremos, até fazer a apresentação, mas passar muito mal frente a esse desafio.

Se você desconfia que pode estar sofrendo desse transtorno, ou que alguém próximo parece ter muito mais do que uma severa timidez, procure um especialista (um bom psiquiatra ou psicólogo). Vale a pena fazer uma avaliação e, se necessário, um tratamento que geralmente é de curto prazo para um mal que tem “cura”.

Informe-se. Busque ajuda. Respire vida.