Onde você escolhe colocar o seu foco?

Hunf

 

Foco 1: maximização do negativo. Visão de auto cobrança excessiva com base em idealizações de desempenho, temperados com perfeccionismo cruel e julgador.  Funciona assim:

 

Hoje voltei a correr.

Depois de cinco longos meses parada – para variar – hoje resolvi voltar a correr. Como eu nunca consigo manter a disciplina para nada – muito menos para exercício físico – tive que lutar de novo contra uma série de pensamentos boicotadores que eu até estava vencendo no começo do ano. Sabe, já estava ganhando uma rotina em que não era tão pesado fazer exercícios pela manhã. Mas depois de tantos meses parada, o que eu podia esperar?? Tive que enfrentar uma baita luta interna para sair de casa e encarar o inverno paulistano.

Mas saí.

Devo confessar porém que, como eu praticamente voltei ao sedentarismo, resolvi reiniciar o app da corrida e começar do zero. De novo. Eu, que já estava correndo 4 minutos seguidos, fazendo leves tiros e andando apenas um minuto, mal consegui manter o ritmo de corra 1 minuto e ande 2. Senti vergonha de mim e dessa “regressão”. Mas fazer o que, não é mesmo? Mereço.

E para melhorar, como eu não estava acostumada a sair na rua com esse frio todo, não fui devidamente vestida. Conclusão: frio, blusa que incomodava e ouvidos doendo em função do vento gelado que uivava pelo parque.

Pior mesmo foi ouvir do app as minhas “taxas” (distância, ritmo e calorias queimadas) e perceber que todo o esforço da manhã mal deve ter queimado dois pães de queijo.

Aff. Mas né, fazer o que? Vamos ver se dessa vez eu tomo vergonha na cara e começo a correr. Não boto muita fé em mim não, mas não tenho outra saída. Que saco!

***

Self Love

 

 

Foco 2: maximização do positivo. Visão de autocompaixão, reconhecimento das dificuldades, resiliência ao mal estar e comprometimento com algo que é importante.

 

 

Hoje voltei a correr.

Depois de cinco longos meses parada – mergulhada naquela inércia que incomoda, mas ao mesmo tempo vicia – hoje eu consegui voltar a gerar movimento na minha vida através da corrida. Percebi que, como grande parcela da humanidade, tenho dificuldade em manter um novo hábito. Embora eu já estivesse mantendo uma rotina de corridas e pilates no início do ano, aprendi que sempre que algo acontece e quebra essa rotina (no caso foi o Carnaval), eu costumo “desandar”.  Tomando agora consciência real dessa dificuldade, posso desenvolver algum cuidado extra em situações que vão quebrar a rotina, aceitando que essas quebras sempre vão existir e criar outras formas de lidar com essas situações. Posso pedir ajuda para uma amiga mega fitness que sempre me apoia em uma vida mais saudável.

Claro que ao sentir o frio que estava as 8hs da manhã, minha mente explodiu em argumentos para me manter confortável em casa. Aceitei a existência deles e, mesmo com todos eles lá, eu saí.

Tomei uma decisão importante, inicialmente difícil, mas sábia. Com tanto tempo parada (além do frio do cão), resolvi reiniciar o app da corrida e começar do zero. Bem, “do zero” nunca é, não é mesmo? Eu já tinha vivenciado o prazer que é manter essa rotina, meu corpo guardou alguma memória desses momentos e percebi que foi mais fácil do que quando eu comecei – de verdade – pela primeira vez.

Decidi agora não focar em desempenho ou resultado. Quero focar inicialmente em manter uma rotina. Transformá-la em algo mais light aumentará as minhas chances de repetir o feito 3x por semana. Quando o app anunciava o tempo/distância/ritmo e calorias, eu ri. 80 kcal não é nada, mas também não é o foco!! Primeiro porque minha dieta escolha alimentar saudável não segue contagem calórica e segundo que eu não estou ali para contar calorias, eu estou ali para GERAR MOVIMENTO NA MINHA VIDA!

Esse foco – quase obsessivo e cego – nas calorias ou no ritmo faz com que eu perca o mais importante: o impacto físico-mental que é atravessar a zona de conforto e fazer algo – mesmo que desconfortável, mesmo que inicialmente chato e dolorido –  valioso para mim.

Mudar o foco para a “geração de movimento” e “aprender a criar e obedecer uma rotina” mudou completamente o meu ânimo e me dá uma sensação gostosa de um compromisso com algo maior e comigo mesma. Correr é secundário.

Bem ..como eu não estava preparada para correr nesse frio – e não ir preparada não foi uma boa ideia – me dei de presente algumas poucas peças de corrida para o inverno. Deve chegar em poucos dias. VAI CORREIO!!! rsrs

Estou animada e feliz com esse passo. Percebo como reverbera, mesmo que de forma sutil, em outras áreas da vida. =D

***

Dá pra ter uma noção do impacto do “mindset” na manutenção de qualquer meta?

Psicologia auto-aplicada a gente vê por aqui! rsrs 😛

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