Vamos falar sobre emoções?

Rápida.

Envolvente.

Dinâmica.

Atemporal.

 

Dona de si mesma, a emoção é um estado intenso e, na
maioria das vezes, pontual, relacionada diretamente com alterações físicas:

Respiração ofegante

                                  Contração muscular.

Dificuldade de respiração.

Nó na garganta.

         Desconforto no estômago.

                                                Aperto no peito.

Dentes cerrados.

Peso nos olhos.

                                  Ombros caídos.

E tantas outras manifestações físicas que, se não estivermos frente a frente com algum problema cardíaco ou AVC, estamos nos deparando com o poder das nossas reações emocionais.

 

Raiva, tristeza, alegria, euforia, ciúme, culpa, paixão, vergonha, ódio, medo, êxtase, nojo, enfim, a lista é grande e geralmente classificada dividindo-as em emoções positivas e emoções negativas.

Mas tal divisão é um tanto quanto inexata.

Nem sempre uma emoção vista como “positiva” é uma boa conselheira. Otimismo demasiado e alegria constante quando se está embriagado pode fazer com que você opte por dirigir alcoolizado para casa, sem levar em conta os riscos de acidente.

Da mesma forma, uma emoção claramente percebida como “negativa”, como a raiva, pode te dar a força necessária para fazer com que você saia de um estado de letargia ou até mesmo comece a se defender de alguém que está invadindo seu espaço, desrespeitando você.

Sendo assim, acredito que se encararmos as emoções como “agradáveis” ou “desagradáveis”, fica mais fácil compreender, sem juízo de valor,  o que acontece conosco. Além disso, nos dá um discernimento melhor do que fazer com elas – o grande segredo do sucesso terapêutico.

Afinal, ter uma mente saudável não significa estar imune a emoções desagradáveis. Elas são uma condição humana e, em inúmeros casos, extremamente úteis e importantes para o nosso desenvolvimento.

A grande questão é: o que fazer com elas? Como fazer com que elas me ajudem a atingir minhas metas? Como interromper um processo emocional

que só me prejudica?

Uma estratégia é não dar ênfase exclusiva para a emoção, mas sim, compreender também os pensamentos que estão gerando, alimentando e intensificando essa emoção (lembra? Penso… logo sinto!).

E para ajudar nessa empreitada, explicarei como classes específicas de pensamentos geram emoções exclusivas, lembrando sempre que estou falando de generalizações. No que se refere o humano, sempre há maravilhosas exceções!

Mas claro, fica para o próximo post!

 

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8 comentários sobre “Vamos falar sobre emoções?

  1. Bruna disse:

    A sensação que tenho é que somos afetados pelos encontros que temos com a vida. Fico alegre, pois passei um dia ótimo com meus amigos. Fico nervosa, pois tenho uma entrevista de emprego. O corpo e a mente são a mesma coisa. Nesse sentido, minha dúvida e se os pensamentos mudam mesmo o que se sente. Alguém com uma forte crise de ansiedade pode se acalmar simplesmente mudando de pensamento?
    Bjs

    • Olá Bruna, excelente reflexão! Mais do que ser afetado pelos encontros da vida, a questão toda do ser humano é no que esses encontros significam para ele. Como a minha mente interpreta isso? Qual a importância dessas pessoas na minha vida? Quanto a prova, será que é a prova, aquele pedaço de papel que me deixa nervosa, ou será que o que me deixa com um certo receio é o que ela significa pra mim? Será que estou dando a essa situação (prova) um ar de ameaça, um poder de dizer coisas boas ou ruins sobre mim? É a partir da forma como interpreto o mundo à minha volta, das regras que existem dentro de mim (do que é certo e errado, do que é bom ou mau, etc…) que tenho reações emocionais. Até porque, se nossa reação depende totalmente do meio, se eu quiser manipular você, é só te dar os estímulos certos e você se torna uma pessoa previsível. E nosso livre arbítrio, fica onde? rsrs

      Você me pergunta se simplesmente mudando o que pensamos mudamos o que sentimos. E eu te digo: não há nada de simples em mudar o pensamento… Somos condicionados a pensar de determinadas formas por anos… Mas essa é a maior liberdade e desafio do ser humano: você é aquilo que você pensa, e você sente de acordo com seu fluxo de pensamento.

      (Só lembrando que quando eu falo em mudar o pensamento eu me refiro a você acreditar naquilo que você pensa…)

      Mas, não precisa acreditar em mim.. Faça o teste… avalie o que você pensa quando está com emoções diferentes. Se você conseguir fazer sozinha esse precioso exercício de autoconhecimento, descobrirá coisas incríveis a seu respeito. 😉

  2. Bruna disse:

    Tenho muito respeito pelo teu blog e tenho certeza que é uma grande profissional.

    Já fiz TCC, inclusive. E foi uma experiência muito interessante.

    O que me deixa intrigada é que tenho a sensação que não podemos controlar nossos pensamentos. Eles nascem de uma forma espontânea, sem avisar.
    Posso avaliar o que penso. mas não sei se posso controlar o que penso

    Bj

    • Oi Bruna! Estás certíssima! Não controlamos nossos pensamentos, por isso mesmo que os chamamos de “automáticos”. Eles surgem em nossa mente consciente, atropelando nosso raciocínio e já interferindo em nossas emoções. Então, o que nos resta fazer?
      Observá-los, anotá-los, desafiá-los, questioná-los. Lembrar sempre que um pensamento é apenas isso: um pensamento, não necessariamente um fato.
      Mais do que controlar algo que não se controla, é aprender o que fazer com ele quando ele surge. 😉

  3. Fernando disse:

    Olá! Muito interessante o debate entre vocês. Ando lendo sobre terapia cognitiva e fiquei bastante interessado. Já faço terapia, mas é psicanálise. Ando um pouco decepcionado. Estou pensando em trocar por um terapeuta da TCC, ainda mais após minhas leituras. O que você acha?

    • Olá Fernando! Bem, sou um pouco suspeita para falar, mas acredito que o mais importante é você prestar atenção em como você está encarando seu processo psicoterapêutico. Se está ficando decepcionando e a terapia cognitiva despertou um interesse, porque não tentar? Ao menos o caráter mais objetivo da terapia cognitiva pode inclusive te ajudar a ter mais critérios para avaliar o quanto a terapia está te ajudando, de fato. Ou seja, dá pra avaliar melhor a eficácia do tratamento.
      Mas procure achar um terapeuta cognitivo de verdade, que fez alguma especialização na área. Tem muito profissional que se nomeia cognitivo sem cumprir os passos mais básicos dessa abordagem! 😉

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