Mais do que desejo: escolhas!

Já reparou como são múltiplos e variados os nossos desejos?

Temos desejos relacionados a prazeres mais físicos (uma comida saborosa, massagens, o doce aroma de um perfume novo, um afago, beijos, acariciar um bichano), desejos mais subjetivos (querer ter mais disciplina, tranquilidade, tempo, paz mundial) ou de longo prazo (desejar um cargo mais alto na empresa, filhos, planejar a aposentadoria, uma pós-graduação, etc..).

A lista se estende ao infinito e além! Mas quanto desses desejos se tornam realidade? Geralmente uma ínfima parte. É fácil observar como nosso comportamento diário muitas vezes nos distancia daquilo que dizemos ser nosso desejo. Porque é assim?

Por uma questão de escolhas.

Afinal, você pode desejar tantos caminhos quanto os existentes, mas percorre aquele que escolheu.

Aquilo que você conquista ou deixa de conquistar tem pouco a ver com nossos desejos “conscientes”. Aquilo que tenho e que faço depende necessariamente de uma escolha que determino.

Por exemplo: quantas vezes não dizemos para nós mesmos que “não temos tempo?“. Isso é uma inverdade. Sempre temos tempo, a questão é como escolhemos gastá-lo. (quando comecei a perceber isso, mudei muito minha postura frente a minha agenda e prioridades)

“Eu não tive escolha” – você sempre tem escolha, mas escolhe uma opção em detrimento da outra (que talvez seja mais difícil, mais longa, mais amedrontadora, etc). Deixar o outro tomar decisões por você é escolher permanecer dependente.

Nosso discurso facilmente nos transforma em vítimas passivas do ambiente, como se fôssemos fruto das influências externas. E aqui vai um segredo: as influências externas são fruto das nossas escolhas.

Se você quer algo, observe se as suas escolhas estão em harmonia com aquilo que você pensa que realmente quer.

Se você quer se conhecer melhor, comece a colocar sua atenção nas escolhas que você tem feito.

E tenha coragem para mudar aquilo que não reflete com o que há de melhor em você.

 

 

 

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4 comentários sobre “Mais do que desejo: escolhas!

  1. Luciana disse:

    Nossas vontades, desejos estão no inconsciente? Então como posso saber, ter consciência do que realmente quero? Não sei, ás vezes, me sinto perdida, sei saber por qual caminho seguir. O que isso significa?

    Bj, Nina. Adoro teus textos!

    • Olá Luciana!

      Sua pergunta é mais complexa do que imaginas! 😉

      Não existe uma resposta única e absolutamente verdadeira, não no nosso nível relativo de consciência humana. Então quero deixar claro que o que vou lhe responder é uma escolha que faço dentre diversas teorias, crenças e perspectivas existentes para compreender a experiência humana.

      Para começar, entenda “inconsciente” e “consciente” como adjetivos, não substantivos. Ou seja, não há um “lugar”, uma “estrutura” que podemos chamar de inconsciente, onde talvez morariam a parte mais escura ou sábia da nossa psiquê. Existem aspectos que estão mais ou menos conscientes. Ou seja, eu posso ter desejos mais conscientes e também desejos inconscientes, que eu ainda não tenho pleno acesso ou compreensão do que são.

      Existem inúmeros desejos, vontades e escolhas que são feitas em níveis bem conscientes. Outras, nem tanto, apesar de racionalizarmos o tempo todo tentando justificar muitas vezes o injustificável.

      A melhor forma de ter mais consciência do que você realmente quer é Sentir. Escutar o que sua mente, seu corpo, sua “alma” está lhe dizendo. E para isso você precisa de dois atributos: honestidade e coragem.

      Honestidade para saber descartar o que você, no fundo, SABE que não funciona para você, ou o contrário, abraçar o que você realmente ama. E coragem para assumir isso.

      Toda essa prática é um exercício para toda vida. A gente acerta algumas, erra tantas outras, mas é importante ficar atento aos seus movimentos. Meditar em silêncio sobre essas questões ajuda bastante (pode ser durante uma sessão de relaxamento, no banho, no trânsito, ouvindo uma música que te inspira, como você preferir).

      Estar perdida, confusa, pode ser sinal de muitos aspectos diferentes. As vezes a gente sabe o que quer mas não tem coragem de assumir. As vezes a gente não tem ideia do que deseja. Ou então, deseja tantas coisas diferentes que não sabe qual escolher.

      E se, ao invés de procurar o que é “melhor”, a gente buscasse um caminho que reflita o que há de melhor em você? O caminho que você tem mais a agregar, aprender, crescer? Que melhor sinalize quem você realmente é?
      Tais reflexões podem ajudar, dependendo de qual encruzilhada você se encontra.

      Espero ter ajudado.

      Com carinho,

      Nina

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