Trio da moda: Transtorno Bipolar / TDAH / Síndrome de Pânico

Modismos.

Uso que regula, de acordo com o gosto do momento, a forma de se viver, de se vestir, de se portar, etc.. E até mesmo a forma de se compreender determinados comportamentos. Ou patologias.

O âmbito da saúde mental também sofre a influência de modismos. Determinados transtornos ganham, em certos períodos históricos, um maior enfoque da mídia, dos laboratórios farmacêuticos, das pesquisas acadêmicas, e,”coincidentemente”, é nesse período que o número de pacientes diagnosticados exatamente com os transtornos da moda aumentam consideravelmente.

E como geralmente o que está na moda está mais passível de distorções, o cuidado deve ser redobrado. Afinal, se tem uma frase que permeia toda e qualquer ação de um profissional de saúde na hora de se fechar um diagnóstico, é a seguinte:

——- Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. ——–

Parece idiota? Óbvio? Redundante?

Mas a gente esquece disso. A gente esquece que estar triste é uma coisa, deprimido é outra. Que estar nervoso é uma coisa, e ter Transtorno de Ansiedade Generalizada é outra. Que lavar a mão muitas vezes é uma coisa, e ter Transtorno Obsessivo Compulsivo é outra. E é exatamente no esquecimento de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa que começam os equívocos diagnósticos mais comuns. E é sobre isso que gostaria de conversar com vocês.

Atualmente existem três tipos de diagnósticos que, mesmo se o laudo vier assinado pelo Papa, eu refaço a avaliação: Transtorno Bipolar, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Síndrome do Pânico.

Durante essa semana versarei sobre cada transtorno, explicando o que são, os equívocos mais comuns e cuidados que devemos ter quando recebemos esse diagnóstico.

Afinal, se tenho dor no estômago e tomo remédio para gripe, além de não curar minha dor no estômago, posso piorar minha condição médica geral atual.

Diagnosticar de forma errônea um paciente implica em iniciar um tratamento com grandes chances de insucesso e frustração.

Tanto para o paciente quanto para o terapeuta.

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5 comentários sobre “Trio da moda: Transtorno Bipolar / TDAH / Síndrome de Pânico

  1. Medo…
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções…
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá…
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido…
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar…
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
    ah… quem dera, quem dera…
    que a mão de Deus me sustente neste instante…
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos…
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
    tenho medo, medo…
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída…
    medo de perder o medo
    de apertar o botão “Desliga”…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

    • Mas se confias em deus, e se deus habita em ti, talvez esteja na hora de reconhecer e despertar a divindade que aí está.
      Afinal, todo homem é uma estrela.

      • Luisa disse:

        Nina, tens alguma religião, alguma filosofia que segues? Se tens, poderia falar um pouco sobre ela?

        Me permita descordar de vc, mas não sei se todas as pessoas são estrelas, pois muitas delas são do mal, são mau-caráter. Não acredito que, para os judeus, Hitler foi uma estrela. Pode me corrigir se eu estiver sendo preconceituosa.

  2. Olá Luisa.

    Resumindo um dos aspectos da “filosofia” que sigo, acredito que tudo é sagrado, e que sim – todo homem é uma estrela.

    E todo homem tem livre-arbítrio. Ele pode brilhar como um estrela solar ou como a estrela da morte, estilo Darth Vader.

    O potencial está aí, mas o que você vai fazer com ele é algo muito, muito pessoal.

    Mas não deixa de ser divino.

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