Sobre felicidade. Propósito. Sobre você.

Gostaria de compartilhar com vocês um pouco das minhas leituras do feriado.

Sobre projeto de vida. Purpose.

Sobre o sentido do seu trabalho. Da sua vida. E a consequência de ter um projeto vital.

Esse é o tipo de leitura que faz com que eu volte a admirar o mundo acadêmico. E o mais belo, para mim: volto a ter vontade de fazer um doutorado.

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“Uma das descobertas é o paradoxo de que as pessoas mais felizes raramente são aquelas que fazem muito esforço para ter satisfação. Na verdade, as coisas que as pessoas esforçam-se para conquistar a fim de obter felicidade parecem ter pouco que ver com isso. A riqueza, por exemplo, está relacionada com a felicidade apenas marginalmente (exceto no caso de pobreza real) (…). Nem status, fama ou outros esforços semelhantes, que servem de alimento para o ego, tornam as pessoas significamente mais felizes: as alterações positivas no estado de espírito que essas recompensas criam geralmente mostram-se temporárias, desaparecendo logo após o brilho inicial.

O que importa para a felicidade é o comprometimento com algo que a pessoa considere envolvente, desafiador e atraente, especialment quando ela faz uma valiosa contribuição ao mundo.

(…)

O projeto vital [purpose] leva à satisfação pessoal trazendo as pessoas para fora de si mesmas, fazendo-as se interessar por uma série de atividades absorventes. (…)

Sentem uma onda de excitação enquanto se encaminham para os seus objetivos. Desligam-se das pequenas preocupações do dia-a-dia, de onde estão, de que horas são – em suma, de todas as fronteiras mentais normalmente apresentadas pelo universo físico e mental. Em tais casos, eles experimentam aquele estado sublime de inspiração que o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi chamou de “fluxo”. A pesquisa é clara: embora a absorção no projeto vital possa ser extenuante, traz também um profundo sentimento de satisfação, bem-estar e alegria.

O paradoxo é que a aplicação do esforço árduo e frequentemente ingrato a serviço de um projeto vital, sem intenção de ganho pessoal, é um caminho mais certo para ser feliz do que a ávida busca da felicidade em si. A alienação e autoindulgência simplesmente não funcionam para alcançar a felicidade. As pessoas terminam sentindo-se vazias e ressentidas porque fracassaram em satisfazer um dos desejos mais verdadeiros e profundos do ser humano: o anseio universal de uma vida que faça sentido.

E não é só isso: a alienação provaca instabilidade emocional, ao passo que dedicação a um projeto de vida cria uma firmeza emocional, uma vida que combina progresso com estabilidade.” (Damon, 2009 – pg. 49 e 53)

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Que objetivo você tenta atingir com o seu trabalho?

O que é importante para você? Qual sua preocupação máxima na vida?

O que faz o seu olho brilhar?



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4 comentários sobre “Sobre felicidade. Propósito. Sobre você.

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