Virada Cultural e o conceito de Arte


Esse final de semana acontece a Virada Cultural em São Paulo. Serão 24 horas de programações culturais, onde se esperam cerca de 300 mil pessoas. A agenda é bem diversificada e atende a todos os gostos, estilos e públicos.

Deparo-me então com uma questão que já pairou não só discussões entre amigos, mas inclusive sessões terapêuticas. O que é arte? O que é ser artista?

Entre os âmbitos de produção de conhecimento (ciência, filosofia, senso comum, religião e arte), o artista é, sem dúvida, o mais livre. Não há regras. Não há limites. Não há nenhuma lógica a ser previamente seguida. A arte possui um olhar transformador. Ela choca e polemiza sempre quando confronta o status quo.  Suaviza e acolhe quando espelha nossas dores e nossa beleza. Ela retrata o indizível, sem nada dizer.

O quadrinho acima retrata um velho debate. Cada personagem encara de formas completamente diferentes o mesmo quadro. A arte está no quadro ou nos olhos de quem o vê?

A terapia cognitiva afirma que não reagimos às situações em si, mas sim ao significado que damos àquelas situações. De certa forma criamos a nossa realidade. Nossas dores, amores, valores e nossa própria salvação, são nossas criações. Talvez aqui resida o conceito do livre arbítrio: que nos liberta mas ao mesmo tempo coloca em nossas mãos a responsabilidade da condução da própria vida.

Já pensou em lançar um olhar artístico para si próprio? Deixar de ver sempre as mesmas limitações, os mesmos medos e os mesmos sonhos, e perceber nuances diferentes? Possibilidades ainda não testadas? Que tal aproveitar o “espírito” da Virada Cultural e dar uma virada na sua própria mente?

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11 comentários sobre “Virada Cultural e o conceito de Arte

  1. Loli disse:

    Oi Nina,
    Parabéns pelo texto…ótimo para reflexão. Nos enxergar com olhar artístico sem dúvida é o que nos levará ao caminho da felicidade, do auto conhecimento e do bem estar!
    lov u my friend! 🙂
    bjos

  2. Neusa disse:

    É isso… um olhar diferente para si mesmo e para o outro, longe de limitações e preconceitos. O auto conhecimento é atemporal.
    Parabéns pelas reflexões. Tenho te acompanhado.

    bjs

  3. Francis disse:

    Sempre ouvi dizer que a liberdade é uma ilusão… e agora você fala em livre arbitrio… acho que não entendi… hehehehehe…

    • Olha aí uma ótima sugestão para um post: os limites do livre arbítrio, que tal? Será que liberdade é uma questão dicotômica (tem ou não tem), ou seria algo dimensional (graus de liberdade)?

  4. Ana Lucia disse:

    Eu gostei do texto, mas não me atrevo a olhar artisticamente para mim mesma…eu sempre enxergo borrões e uma mão mal desenhada ou algumas formas que dá pra fazer com réguas comprada na 25 de maio nos quadros de exposições…sou como o a joaninha…mas acredito que seu texto me ajudou de alguma forma, sempre achei que algumas vezes sou mentalmente infantil, tentarei não mais ter vergonha disso…

    • Então que tal se orgulhar dos aspectos infantis e não ter medo de fazer riscos e rabiscos? As vezes os borrões não estão no desenho em si, mas em nossos óculos. 😉

  5. Luciane disse:

    Pois é, Nina…

    Parece mesmo que o segredo é tentar desenvolver pensamentos mais FLEXÍVEIS. Estamos tão habituados a pensar sempre da mesma forma, que quando nos deparamos com as adversidades da vida, agimos sempre do mesmo modo.

    Pensamentos menos rígidos. Esse é o lema!

    Beijos

  6. Sandra disse:

    Engraçado.. fato é que vejo além…. o que está fora de mim!
    Mais um ponto para refletir.. Show de bola.

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