Workaholic / Worklovers ?

Ambos trabalham demais, se envolvem muito em seus trabalhos. É comum encontrá-los trabalhando cerca de 12 horas por dia, e ainda alguns finais de semana. Falam bastante do seu trabalho e dificilmente conseguem se imaginar sem ele. Haveria então alguma diferença entre ambos?

Sim! E não apenas comportamentais, mas principalmente cognitivas.

Workaholic significa “viciado no trabalho”, como um dependente químico. Sua vida gira em torno da sua profissão, e o trabalho é usado como uma espécie de “fuga” das demais áreas da vida. Tem poucos amigos, quase não pratica atividades de lazer, e seus relacionamentos amorosos tendem a ser frustrantes. Workaholics usam o trabalho como uma válvula de escape, pois mergulhando nele não precisam enfrentar outros aspectos da vida. E algumas pesquisas começam a indicar que workaholics não são tão produtivos quanto se imagina.

Já os Worklovers são pessoas que amam o que fazem, pois atribuem significado e valor às suas atividades. Existe um ideal por detrás do próprio trabalho, engajamento e possibilidade de transformação. Worklovers atribuem valores que vão além do crescimento individual, e possuem uma ideia de integração com algo maior. Não me refiro a questões religiosas (que também podem existir), mas fundamentalmente a ideia de um comprometimento de certa forma humanitário. Para eles, o trabalho é diversão, dá prazer.

Uma outra diferença entre workaholics e worklovers é que estes últimos possuem uma boa vida social, e conseguem manter relacionamentos e atividades além do trabalho. O tempo dedicado a outras áreas da vida pode ser reduzido, porém mantido.

Valores. Ideal. Sonhos. Ousadia. Audácia. Amor.

Fuga. Estresse. Medo. Tensão. Solidão. Conservadorismo.

Ainda dá tempo de planejar sua carreira.

Ainda dá tempo de reorientar sua carreira.

Ainda dá tempo para ser feliz.

Quer experimentar?

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11 comentários sobre “Workaholic / Worklovers ?

  1. Robson disse:

    Muito bom! Mas receio que existam muitos worklovers disfarçados por aí, que fingem amar o que faz…

    Como se chama então aquele que tem aversão ao trabalho e, mesmo tendo que cumprir muitas e muitas horas de serviço diário, não é viciado e tampouco o faz por amor?

    • Caro Robson, muitas pessoas fingem amar não apenas o trabalho, mas inclusive as pessoas. 😉
      Hmmm… “frustrado” poderia ser um termo adequado? Trabalhar horas e horas naquilo que odeia? Masoquista?
      Maybe he needs some help. Antes que apareçam problemas cardíacos ou gástricos.

      • R. M. Gonçalves disse:

        Masoquista foi ótimo, rs…
        Ainda bem que meu coração vai muito bem 😉

  2. Tema fantástico, refletir sobre o prazer ou não, que o trabalho está lhe proporcionando ajuda bastante.

    Afinal, sempre é uma escolha, mesmo quando se afirma o contrário.
    reorientar-se quando necessário, felicidade sempre!

  3. Hizeu disse:

    “Show de bola” o tema apresentado, não conhecia estas duas variáveis.
    Faz muito refletir não apenas sobre nossos compromissos profissionais mas também sobre tudo que deixamos de fazer por nosso tão suado salário.

    Imagino que há critérios científicos que identifique qual tipo de “worker” o indivíduo se enquadre…MAAAAAAS, meu senso comum não me larga e me faz pensar que minha vida variiiiiiiiia muito entre os dois pólos. Não consegui idenfificar com apenas um.

    • Oi Hizeu! Não existem critérios rígidos, “diagnósticos”. Na verdade são novos termos para velhas questões. Os dois são situações bem específicas de pessoas que colocam o trabalho em primeiro plano, mas em contextos e por motivos diferentes. Talvez você não esteja em nenhum desses “polos”. Que tal criar uma terceira classificação?

  4. Nicky disse:

    Estou tentando virar worklover.

    E sobre ser workaholic, é triste, não?
    Acho que quem trabalha trabalha e trabalha precisa de algumas horinhas de #ChatDaAlegria pra levar a vida de um jeito um pouco mais leve…

    Já a senhorita, dá muito bem pra perceber em qual definição se encaixa. ♥

    Beijinhos.

  5. Ana Lucia disse:

    Acho a palavra nova “Worklover” modinha e na minha opinião desnecessária de uso hoje em dia. Acho que você foi muito taxativa quando afirmou que todo workholic utiliza o trabalho pra fugir de uma vida social. Algumas vezes é consequência as pessoas não terem uma “vida social” por causa do trabalho, claro que existem pessoas que utilizam o trabalho pra fugir sim de uma vida social mais não creio que seja tão taxativamente como descrito no seu texto. Existem pessoas que amam seu trabalho mas que as 17h59 largam o lápis mesmo que tudo esteja pegando fogo. No entanto já vi pessoas que não amam seu trabalho, que tem uma vida social ativa, mais que se necesário ficam uma hora ou duas a mais no escritório por que sabem que é necessário. Não acredito em viciado em trabalho, acredito em responsabilidade de saber que alguém tem fazer alguma coisa e naquele instante e que sacrificar durante um certo periodo um pouco de sua vida social mostra responsábilidade. Eu amo meu trabalho, algumas vezes deixo o escritório as dez da noite mas nem por isso acredito que que anulo minha vida social, o fato algumas vezes só pensar no meu trabalho e só falar dele nem viciada nem apaixonada.

    • Olá Ana!
      Toda generalização acaba sendo taxativa, e nos ajuda a entender determinados comportamentos. O mundo não se divide em apenas worklovers ou workaholics. Os termos são usados para se referir a determinados extremos. Há muitas pessoas que trabalham em demasia e nem por isso se encaixam em qualquer um desses termos. Mas, pode acreditar, existem sim os “viciados” em trabalho, e inclusive vários estudos vem sendo orientados para compreender essa demanda que é crescente. Mas estamos falando em generalizações, e é claro que sempre haverá as exceções. Quanto à sua descrição pessoal, você diz que ama seu trabalho, que mantém uma vida social e que às vezes sai muito tarde do escritório. Talvez você se encaixe no perfil de um “worklover”, porquê não? De qualquer forma, não encare esse debate como algo completamente fechado e excludente, mas sim como um exercício à reflexão sobre forma como as pessoas estão lidando com suas carreiras. 😉

  6. Olá Nina!
    Caramba, eu me achava um workaholic, mas nunca achei que isso estivesse prejudicando a minha vida. Só agora reconheço que devo estar mais para um worklover. Eu nunca tinha me dado conta de que existe diferença…
    Muito obrigado pela sua elucidação sobre o tema. Agora posso aumentar a minha carga de trabalho para 18 horas por dia sem remorsos… brincadeira!
    Amo a maior parte do que eu faço, mas preferia não ter que fazer nada! Trabalho muito justamente para chegar lá, e o quanto antes… hehehehehehehe
    Um grande beijo,
    Ingo

    • Olá Ingo! Que susto que vc me deu! Nada de trabalhar 18hs por dia, hein? Mas olha, pelo o que vc me descreveu, não acredito que ficarás muito tempo “fazendo nada”. Talvez descubras algum outro caminho, mas quando temos uma carga intensa de trabalho, e gostamos disso, fica difícil parar. E isso, de forma alguma, é algo negativo. Worklovers se identificam com seu trabalho. Ele dá vida.

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