Psicologia Positiva: descobrindo suas principais forças

Depois do texto introdutório sobre Psicologia Positiva e de assistir ao vídeo do fundador dessa abordagem versando um pouco sobre sua proposta e achados científicos, gostaria de apresentar a vocês algo mais prático, que é o teste que avalia quais são as suas forças principais.

Esse teste  foi construído há alguns anos nos Estados Unidos, traduzido para diversas línguas e vem sendo aplicado em culturas diferentes.

Em 2011, a pesquisadora gaúcha Bruna Seibel traduziu e validou a versão original (norte-americana) para o português, disponibilizando a versão brasileira no site responsável pelos inventários, o www.viame.org.

E a parte que muito nos agrada: completamente gratuito.

Para fazer o teste, você deve acessar o site descrito acima. Sim, o site está em inglês, mas fique tranquilo que, uma vez feita sua inscrição, o teste virá todo em português. E um detalhe importante: esse teste foi elaborado para maiores de 18 anos. Os adolescentes mais jovens devem esperar a validação brasileira da versão condizente com a idade deles.

Então vamos ao passo a passo:

1) acesse o site

2) clique na figura redonda, onde aparece “Click here for your free character strengths profile” 

3) na página que abriu, desça até o final da página e, ANTES de preencher o formulário, selecione, na quadro à sua direita, PORTUGUÊS (BRASIL).

4) preencha o formulário e clique em REGISTER.

Voilá! Você já está na página de início do teste.

Bem, devo avisá-los que o teste é um tanto quanto longo. Mas se você se cansar no meio do caminho, é possível continuar em outro momento. Porém, recomendo tirar uns 20 minutos do seu dia para fazer de uma vez.

Farei todas as questões!

O ponto mais importante na execução do teste é a total honestidade nas respostas. Não é para responder de acordo com o que você acredita que é certo, ou como você gostaria que você fosse. É um momento para você ser franco consigo, afinal, queremos descobrir suas verdadeiras forças, não é mesmo?

Uma vez terminado o teste, aparecerá na tela suas 5 principais forças.

Se clicar em “see all results” aparecerão as 24 forças, na ordem correspondente com as suas respostas. É interessante avaliar tanto as primeiras quanto as últimas, que demonstram áreas onde provavelmente você sente mais dificuldade na sua vida.

Agora que você sabe quais são suas principais forças, analise e veja, dessas cinco, quais são as que você mais se identifica/gosta. E aqui vai a dica de ouro: use-as no seu dia a dia. Transforme o seu cotidiano de forma com que ele reflita  essas suas virtudes. Tanto no trabalho, quanto na esfera social ou afetiva.

Por exemplo, minha primeira força é “Criatividade, Engenhosidade e Originalidade”. Isso significa que para mim, pensar em formas diferentes e originais de realizar as atividades é algo crucial. Quanto mais eu conseguir levar isso para a minha vida (preparando aulas criativas, inovando nas intervenções terapêuticas, mudando a decoração da casa, fazendo algo diferente no final de semana, etc), mais satisfeita eu vou me sentir.

Todas as forças são importantes e relacionadas com as seis virtudes vinculadas a felicidade, bem estar e realização pessoal.

E é claro que eu vou dedicar posts a cada uma delas.

Mas, nesse momento, é hora de você trabalhar. Que tal fazer o teste e descobrir o que há de melhor em você?

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Publicado em Psicologia Positiva e Saúde Mental
5 comentários em “Psicologia Positiva: descobrindo suas principais forças
  1. Karina disse:

    Como o teste corroborou o que penso que sei sobre mim (e se estou enganada a meu próprio respeito ele fatalmente tb estará rsrs), o grande mérito do método imagino que seja este mesmo: reforçar nossa visão sobre nós mesmos de forma estruturada e estimular essa autoanálise àqueles em quem esta prática não seja ato corrente.

    Resta a seguinte dúvida: a Psicologia Positiva cuida essencialmente de evidenciar nossas forças a fim de que as exercitemos em busca do bem-estar, certo? Ela, então, apenas não se ocupa em desenvolver aquelas áreas em que somos menos “hábeis” (deixando, talvez, para outras escolas da Psicologia), ou para o teórico essas áreas devem ser deliberadamente ignoradas a fim de que nos ocupemos apenas com o desenvolvimento das que certamente nos trarão satisfação?

    Ex. se me incomoda o fato de não ser uma pessoa religiosa, segundo o teórico, essa “deficiência” deve ser relevada, ou para ele o desenvolvimento de áreas em que somos deficitários tb poderia ser gerador de bem-estar de alguma forma? Ele trata disso?

  2. Karina disse:

    atualizando, depois de ler todas: minha autoanálise alteraria algumas posições das forças rs Mas as 5 primeiras estão mesmo ok.

    • Nina disse:

      Oi Karina!

      Então, na verdade o profissional que trabalha com Psicologia Positiva tem liberdade para atuar diante de qualquer uma das forças…

      É claro que focar nas suas “forças mais fortes” te trará um bem estar mais fluído e dinâmico. Sempre é um bom começo.

      Mas se é a SUA meta trabalhar uma virtude que está em baixa, por exemplo, porque não? É claro que é possível se desenvolver cada vez mais e mais, tendo consciência de que provavelmente te dará mais trabalho desenvolver a força número 20 do que a número 8.

      Mas é você “quem manda na casa”, e o profissional estará ali para te ajudar a atingir os SEUS objetivos..
      ;-)

  3. Marlene Ragagnin disse:

    Impulsivo.
    Acredito que adiquiri fobia social. Sou professora, trabalhei 24 anos frente aos aluno como porf. de Física. Estive alguns anos afastada da sala de aula, quando voltei, após 10 anos, o perfil dos alunos não era mais o mesmo e entramos em choque de gerações. Apartir daí não consido mais entrar numa sala de aula nem pra dar algum recado, entro em pânico e as paralvar não saem.

    • Nina disse:

      Olá Marlene,

      é uma situação delicada mesmo a condição de trabalho do professor. Os paradigmas, a atuação e até mesmo as expectativas frente ao trabalho com educação estão mudando radicalmente. Manter o padrão antigo não convence e gera muito conflito com os jovens da geração Y. Mas, como se adequar? Compreendo sua dificuldade, somada ainda com uma fobia social que muitas vezes simplesmente trava a gente! Você já buscou auxílio para trabalhar essas questões? Um grande abraço, e obrigada por compartilhar sua história aqui no blog. :)

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