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Educação e Internet

Gostaria de propor uma reflexão, inspirada nas excelentes tirinhas do André Dahmer:

Até que ponto o acesso fácil a uma gama praticamente infinita de informação é sinônimo de educação ou de aprendizagem?

Se continuarmos achando que o papel do professor/ da educação é levar informação, estaremos perdidos. Nenhum ser humano pode combater o santo Google (amém)!

Percebo, seja como professora Universitária ou do Ensino Básico,  uma legião de jovens, muitas vezes mentes brilhantes ainda preguiçosas, um tanto quanto perdidas, sem saber onde buscar informação de qualidade (às vezes mal conseguem definir o que seria uma informação de qualidade) e como filtrá-las. Saber como usar a informação então é um dos maiores mistérios. O que fazer com tanto material???

Na dúvida, CTRL+C / CTRL+V.

Não cabe a nós, educadores, levar a informação para os jovens. A informação chega até nós, mesmo quando não foi convidada.

E não é interessante que quanto mais informação disponível, mais perdidos estamos?

Precisamos aprender a usar essas informações. Refletir sobre suas mensagens. Adquirir o hábito saudável (e vital) de construir ideias próprias através de leituras outras.

Ou seja, aprender a pensar. E aprender a usar o pensamento.

Essa sim é uma função importante da educação. Aprimorar nossa capacidade de raciocínio.. (e lembre-se: penso… logo sinto!)

Com gosto. Com atitude. Com arte. 

Porque a informação solta na internet está morta.

E somos nós os condutores da vida. ;)

Dar vida aos pensamentos, reflexões, interpretações, ideias…

E fica a reflexão..

Quão viva está a sua mente?

Eu havia prometido para um ex aluno meu de orientação profissional que o meu próximo post seria destinado a ele, em função de uma dúvida e uma angústia que ele compartilhou comigo e percebo cada vez mais recorrente entre adolescentes, vestibulandos e até mesmo universitários em geral.

A ideia de que precisam estudar tudo, e a angústia que isso causa.

É claro que a quantidade de matéria a ser estudada para um vestibular, uma prova de concurso, ou uma monografia de conclusão de curso tende ao infinito. Enquanto que, para uma prova específica da escola ou da faculdade você precisa estudar páginas ou capítulos específicos, para o vestibular, por exemplo, você precisa dominar “Biologia“, e não os capítulos 7 e 8 do livro dois.

O problema está em como a gente organiza e PENSA, a nossa rotina/meta/hábito de estudo, ali, no dia a dia, naquela terça friorenta em que você está em casa, o MSN e o face te seduzindo e você pensa, no auge de determinação, responsabilidade e luz cósmica que invade sua consciência:

- Eu vou estudar!

E você se dirige à sua mesa, olha aquela montanha de livros, apostilas e rabiscos no caderno e não sabe por onde começar. Pega a matéria que teve no dia, ou uma apostila aleatória, começa a ler, e vai ficando angustiado. Não vai dar tempo!! É muita coisa! Tenho que estudar tudo!

Você passa algumas horas estudando e capota, com uma sensação de derrota, afinal, não conseguiu o que precisava, que era estudar tudo.

Percebem como é impossível sair satisfeito quando a meta é algo inatingível?

Estudar tudo? Tudo o quê? Quanto é tudo? Quantas horas por dia você tem, de verdade, para estudar? Quatro horas? Dá para estudar TUDO de qualquer coisa em quatro horas?

Aliás… dá pra estudar tudo de alguma coisa em uma vida?? ;)

Cuidado com as armadilhas da nossa mente, afinal, o cérebro responde à palavra.

A sensação de derrota e angústia vão continuar te perseguindo enquanto a sua meta for algo impossível, impraticável, e sem formas de avaliar o quanto você está caminhando… afinal, se preciso estudar tudo, quando é que você vai sentir o gostinho do “terminei”?

Insisto: elabore um roteiro de estudo. Faça algum planejamento, um que se encaixe na sua realidade e no seu perfil. Já postei algumas dicas nesse blog, mas existem outras tantas formas de estudar! O importante é se organizar e colocar metas realistas, simples e mensuráveis. Diga a você mesmo: hoje vou estudar o capítulo 11 e 12, e fazer os exercícios da atividade 15. Pronto! Você já tem o que fazer, no que se aprofundar, e tem hora certa para encerrar sua atividade.

Sabe o gostinho que dá?

De competência e eficiência.

E isso sim é um dos melhores estimulantes para o estudo. ;-)

Ok!

  • Fiz a lista de vantagens e desvantagens. Resultado: 6 vant X apenas 2 desv, sendo que o peso de cada vantagem é bem maior que os das desvantagens. 
  • Reservei um horário fixo para postagens no blog. O primeiro teste, portanto, será usando as quintas-feiras pela manhã para tal empreitada. Isso significa que vocês podem esperar um texto novo amanhã! ;-)
  • Ainda não anotei nenhum pensamento disfuncional que me trava na hora de escrever, mas….
  • Já reservei uma caderneta específica só para ideias e assuntos relacionados ao blog, como alguns leitores me sugeriram.

As estratégias me ajudaram bastante! 

Sendo assim, vejo vocês com um texto novo amanhã! :-)


 

 

 

 

Dificuldade: não consigo me organizar para postar com mais frequência no meu blog

Meta: me organizar para postar com mais frequência no meu blog

Estratégias:

  • reservar duas horas por semana para o blog (horário fixo)
  • listar as vantagens de manter o blog atualizado
  • avaliar os pensamentos que me travam para escrever textos novos
  • uma vez por mês escrever vários textos mais curtos para ter na reserva

 

Sugestões?

 

 

Ouça o silêncio.

Em pequenas doses diárias..

3  minutos…. 5 minutos….

15  longos minutos…

Fique por meia hora ouvindo… respirando…

Apenas ouça o que ele tem para te dizer.

Se perguntarmos para as pessoas em geral o que é Fobia Social, talvez a resposta mais clara – e óbvia – seria “medo de pessoas” ou até mesmo “medo de um grupo maior de pessoas”.

Porém esse transtorno de ansiedade tem algumas características mais sutis e ao mesmo tempo mais intensas do que sentir “medo de pessoas”.

Para entender esse conjunto de sintomas, é importante, em uma primeira instância, compreender o significado de Fobia.

Fobia não é medo. Não é apreensão. É PAVOR. Um medo muito muito muito intenso e necessariamente desproporcional ao risco efetivo que determinado objeto ou situação oferece.

Ficar apavorado frente a uma arma colocada no seu rosto por um bandido não é caracterizado por fobia a ladrões (ou a violência), mas sim como uma reação psicofisiológica coerente com uma situação de risco imininte, “real”.

Ter a mesma reação frente a uma pena, uma agulha, um rato ou situações de exposição pessoal já caracterizaria melhor o que chamamos de fobia.

Outro fator que merece destaque é que, quando alguém apresenta fobia a X, qualquer menção sobre X já pode causar ansiedade e até mesmo desencadear um ataque de pânico no indivíduo, dependendo do grau fóbico que ele possui bem como a intensidade da apresentação do estímulo.

Falando em português claro: se eu tenho uma forte fobia a ratos, por exemplo, simplesmente ouvir alguém conversar sobre esse roedor já me causará um sério incômodo. Ver um desenho ou um filme sobre eles poderá me causar calafrios. Imaginar que existe algum rato na sala já me deixará apavorado, e – finalmente – me deparar com um rato de verdade poderá causar um desmaio.

Esse tipo de fobia que descrevi é o que chamamos de Fobia Específica: medo intenso e desproporcional a um objeto específico.

A Fobia Social é mais complexa – e sutil – pois refere-se ao pavor por situações que envolvam exposição pessoal e possibilidade de embaraço e constrangimento.

Ou seja: qualquer situação onde eu me coloco sob a avaliação de outras pessoas e/ou onde há uma análise do meu desempenho pode desencadear comportamentos e reações fóbicas.

Lembrando sempre que não é a situação que determina o que sentimos e o que fazemos, mas sim a forma como interpretamos a situação, definir quais situações são definidas como de alto risco varia muito entre os pacientes.

Há aqueles que só se sentem pressionados frente a estranhos, mas que com familiares ficam mais à vontade. Existem aqueles que pensam exatamente o contrário: se esquivam de se abrir, se mostrar frente a pessoas com quem possuem um maior contato e apreço mas não se incomodam muito frente a estranhos.

De qualquer forma, o que todos tem em comum é o pavor de se perceber sendo avaliado de forma perjorativa e não ter nenhum controle sobre o próprio comportamento, temendo uma reataliação social (rejeição, ser alvo de piadas ou críticas, etc).

Fobia Social, portanto, refere-se a situações de desempenho. Mas vejam: ter medo de apresentar um projeto para a sala, na faculdade ou em uma empresa, ficar todo vermelho e engasgar não é fobia, é muito medo. Deixar de se formar ou de conquistar uma vaga almejada na empresa por se negar a fazer a apresentação pode sim ser um sintoma de fobia. Ou então, em casos menos extremos, até fazer a apresentação, mas passar muito mal frente a esse desafio.

Se você desconfia que pode estar sofrendo desse transtorno, ou que alguém próximo parece ter muito mais do que uma severa timidez, procure um especialista (um bom psiquiatra ou psicólogo). Vale a pena fazer uma avaliação e, se necessário, um tratamento que geralmente é de curto prazo para um mal que tem “cura”.

Informe-se. Busque ajuda. Respire vida.

 

Já reparou como são múltiplos e variados os nossos desejos?

Temos desejos relacionados a prazeres mais físicos (uma comida saborosa, massagens, o doce aroma de um perfume novo, um afago, beijos, acariciar um bichano), desejos mais subjetivos (querer ter mais disciplina, tranquilidade, tempo, paz mundial) ou de longo prazo (desejar um cargo mais alto na empresa, filhos, planejar a aposentadoria, uma pós-graduação, etc..).

A lista se estende ao infinito e além! Mas quanto desses desejos se tornam realidade? Geralmente uma ínfima parte. É fácil observar como nosso comportamento diário muitas vezes nos distancia daquilo que dizemos ser nosso desejo. Porque é assim?

Por uma questão de escolhas.

Afinal, você pode desejar tantos caminhos quanto os existentes, mas percorre aquele que escolheu.

Aquilo que você conquista ou deixa de conquistar tem pouco a ver com nossos desejos “conscientes”. Aquilo que tenho e que faço depende necessariamente de uma escolha que determino.

Por exemplo: quantas vezes não dizemos para nós mesmos que “não temos tempo?“. Isso é uma inverdade. Sempre temos tempo, a questão é como escolhemos gastá-lo. (quando comecei a perceber isso, mudei muito minha postura frente a minha agenda e prioridades)

“Eu não tive escolha” – você sempre tem escolha, mas escolhe uma opção em detrimento da outra (que talvez seja mais difícil, mais longa, mais amedrontadora, etc). Deixar o outro tomar decisões por você é escolher permanecer dependente.

Nosso discurso facilmente nos transforma em vítimas passivas do ambiente, como se fôssemos fruto das influências externas. E aqui vai um segredo: as influências externas são fruto das nossas escolhas.

Se você quer algo, observe se as suas escolhas estão em harmonia com aquilo que você pensa que realmente quer.

Se você quer se conhecer melhor, comece a colocar sua atenção nas escolhas que você tem feito.

E tenha coragem para mudar aquilo que não reflete com o que há de melhor em você.

 

 

 

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